terça-feira, 29 de abril de 2008

Carnes do Ofício

Há muitos ossos no meu ofício e como tem.... mas vez por outra aparece uma carninha pra matar a fome dos pobres funcionários andreenses. Hoje especialmente apareceu logo um filé mignon.
O show de Cesária Évora no teatro Municipal.
A maior colônia no Brasil de imigrantes Caboverdeanos fica aqui em Santo André e por essa razão a grande Dama da música de Cabo Verde (ilha da costa da África), premiada (Gramy) e reconhecida internacionalmente não poderia deixar de passar por aqui, afinal muitos foram os que atravessaram o mar buscando novos sonhos.
Um show inesquecível...uma voz inesquecível... uma banda inesquecível...
A grande "Dama de Pés nus" cantou e encantou.

Sombras di distino

Parti pa terra longe
Foi sempre nha ilusão
E ali ja'me está
Di sorriso falso
Margurado e triste
Ta vagá di mar em mar
Ta corrê di vento em vento
Em busca di um futuro
Entre sombras di distino

Nha vida é zig-zagueante
Sina di um fidjo caboverdeano
Num paz inconstante
Cma distino di um cigano
Um'tá vivê tormentado
Num mundo cheio di maldade
Nha sorte é dori magoado
Na um silêncio di sodade

sábado, 26 de abril de 2008

Navegando pelo velho Chico


Um dia desses procurando alguma coisa interessante pra ver na TV encontrei este filme. Adorei, é um filme simples, mas com imagens e histórias surpreendentes.
Vale muito à pena navegar sobre o velho Chico e encontrar sua gente, suas lendas e suas emoções.
Com elenco afinado, lindas imagens e direção competente.
Espelho D´água - uma viagem no Rio São Francisco
Com Fabio Assunção, Regina Dourado, Franscisco Carvalho.
Recomendo.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Só isso...


É de um falso amor que eu preciso
Que seja sem dor e que me bajule o ego
Não, não quero mais amores cegos,
pra não machucar o meu peito sofrido.
O amor zombou de mim, o amor me fez chorar
Me deu o mundo pra depois me abandonar
Não teve dó de mim e soube machucar;
por isso eu busco um falso amor pra me acalmar
Agora eu busco um falso amor pra me acalmar
O amor é mesmo assim;
Assim é que é amar
É ter o mundo num segundo de um olhar
É se cortar no fim; É se desesperar
Por isso eu busco um falso amor pra me acalmar
Agora eu busco um falso amor pra me acalmar
(Falso Amor - Jair Oliveira)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Encatamento














É tanta magia lançada no ar por essa trupe que somos transportados pra dentro do picadeiro e nele voamos com os trapezistas, nos equilibramos nas barras, saltamos pelos ares, brincamos com fogo sem nos queimar, fazemos rodar aros em nossos corpos e nos contorcemos como se ossos não tivéssemos, rimos e fazemos rir com os palhaços...
Neste mágico mundo de Soliel resgatamos nossos sonhos e voltamos a ser crianças.
Eu voei, me equilibrei, saltei, dancei, brinquei com fogo e pintei meu nariz...e ri...
Neste mundo de fantasia eu resgatei meus sonhos e despertei minha criança...
Certamente neste momento diante do picadeiro senti na alma e no coração uma indescritível... Alegria.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Respeitável público....


O circo

Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro e qualidade

Faço versos pro palhaço
Que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro
Seresteiro, vagabundo
Sem juiz e sem juízo
Fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia
Que em seu rosto coloria
Todo o encanto de um sorriso
Que o seu corpo não sorria

Vai, vai, começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro e qualidade

Fala o fole da sanfona
Fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora
Que desponta a bailarina
Que seu corpo é de senhora
E que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora
E quem cantava desafina
Porque a dança só termina
Quando a noite for embora

Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Dorme o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança

(O circo - Marilia Barbosa)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Pedaços...


Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar


Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais


Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu


Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi


Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Meu grande amor.
(pedaço de mim - chico buarque)