terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A diferença

O que diferencia Homens de Meninos não é a idade, mas sim a atitude.
O que diferencia Mulheres de Meninas não é a idade, mas sim a compreensão.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Muito amor e um pouquinho de ódio



Amor e ódio...
sentimentos tão opostos que só andam juntos na cidade de São Paulo.
Amamos e odiamos na mesma intensidade. Terra da garoa, das enchentes que matam e destroem, da vida noturna rica e diversificada, da violência, da cultura repleta de informações, do trânsito caótico, das calçadas bem cuidadas da Oscar Freire, dos buracos da periferia. Das universidades que geram novos profissionais, das faculdades de qualidade duvidosa que geram péssimos profissionais, das quaresmeiras, da falta de mais flores, do entardecer laranja e belo do outono, do céu cinza da poluição. Das oportunidades, dos desempregados, dos executivos da Paulista, dos camelôs da 25 de março, do Sport club Corinthians, dos outros.
Da pizza nossa de cada dia, dos catadores de comida dos lixos da cidade. Da diversidade das raças e credos, dos conflitos de raças e credos, da fumaça do incenso do Mosteiro de São Bento, da fumaça escura da fábrica, do Jardim Europa, do Jardim Elba. Da comida do Fasano, do churrasco Grego da Praça da Sé, do hotel cinco estrelas, do dormitório na calçada abaixo do minhocão.

Mas com todas as dores... “alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João....” por isso amo muito e quase nem odeio.



Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade…
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade…
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.

(Mario de Andrade - Quando eu morrer)

Transgressora alada

Transgressão... talvez seja essa a palavra que mais se aproxima do meu jeito de ver a vida, não suporto rótulos, paradigmas, regras inexplicáveis nem conceitos comportamentais idiotas.
Não entendo e nunca vou entender a razão de se colocar “regras” para amar. Onde está escrito que você tem que amar uma pessoa assim ou assado, qual a lei que determina por quem você vai se apaixonar.
Detesto convenções, mulher mais baixa que homem, ricos com ricos, pobres com pobres, homem mais velho que mulher, feias com feios, bonitos com bonitos.... quantas regras desprezíveis colocam nas cabeças das pessoas que acabam impedindo grandes voos, grandes saltos, grandes histórias.
Os covardes e escravos de tais conceitos são aves de asas atrofiadas, não conseguem grandes voos, arrastam-se pela poeira com a falsa expressão de contentamento.
Tais convenções, costumes, regras de conduta ou que diabo for acabam acovardando as pessoas e tirando delas maravilhosas possibilidades de muita felicidade, chances de momentos inesquecíveis, até porque a nossa própria mortalidade só nos permite momentos presentes, o resto é pura divagação, todos nós vivemos apenas a certeza do hoje, deste momento, do agora.
Que limitação absurda... não se pode racionalizar o amor, a paixão, o tesão, tudo isso faz parte de outro universo que está há anos luz do racional.
Continuo sendo uma transgressora de regras, continuo me lançando ao vento para loucos voos... não vou cortar minhas asas apenas para parecer normal ou politicamente correta, mesmo estando hoje ferida por várias “convenções” e com as assas machucadas, sou uma transgressora alada e não tenho medo de quedas, de correntes desfavoráveis...
só quero e vou voar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Não dá pra não sentir.


Dispensa qualquer comentário.
Não é possível ficar insensível diante da dor do mundo.
Haiti 2010

Uma vida útil


Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas
nas mãos que sabem ser generosas.

Dar do pouco que se tem, ao que tem menos ainda
enriquece o doador, faz su’alma ainda mais linda.

Dar ao próximo alegria, parece coisa tão singela
aos olhos de Deus, porém, é das artes a mais bela.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Uma estrela Dalva


Tenho por algumas mulheres muita admiração, umas pelo talento, outras pelas obras, outras pela voz, mas acima de tudo todas pelas histórias. Chiquinha Gonzaga, Maysa, Camille Claudel, Heloise, Frida Kahlo e tantas outras mulheres, entre elas Dalva de Oliveira.
Além da voz única desta mulher o que mais me fascina é a sua entrega absoluta ao amor. Certo ou errado não serei eu a julgar, até porque cada época tem os seus valores e distorções, porém a entrega ao amor mesmo passando por toda a sorte de desencantos me emociona muito.
Mulheres que amam passionalmente são de uma intensidade visceral e de certa forma admirável, mesmo sendo para a maioria das pessoas ditas racionais muito difícil de entender a entrega incondicional, absoluta, cega e sem medos.
Enfim... uma grande mulher na constelação das grandes mulheres que acima de tudo amaram o amor.


Quando Dois Corações Se Amam De Verdade,
Não Pode Haver No Mundo Maior Felicidade,
Tudo É Alegria,
Tudo É Ilusão,
Que Bom Que Não Seria
Se Eu Tivesse Um Amor

(Dois corações - Herivelto Martins e Dalva de Oliveira)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Rainha da Paz



"Ave Maria
Dos seus andores
Rogai por nós
Os pecadores
Abençoai
Estas terras morenas
Seus rios, seus campos
E as noites serenas
Abençoai as cascatas
E as borboletas
Que enfeitam as matas

Ave Maria
Cremos em Vós
Virgem Maria
Rogai por nós
Ouvi as preces
Murmúrios de luz
Que aos céus ascendem
E o vento conduz
Conduz a Vós
Virgem Maria
Rogai por nós"


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Rainha da Paz, Mãe piedosa, rogai por nós junto a Deus para que este ano seja de paz, amor, amizade, compreensão, saúde, tolerância e verdade.
Abençoai todas as criaturas e protegei todos os filhos seus.
Olhai por mim, Mãe querida, dai-me a força e a fé, seque minhas lágrimas, acalma meu coração, que permaneça em mim a esperança e volte a alegria.
Nos cubra com seu santo manto Mãe querida e interceda sempre por nós.
Amém!