quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Nunca acordaria

O dia amanhece como todo dia
Mas já não brilha desde que você partir
Sem avisa foi
No vento sumiu
E num assopro me deixou nesse vazio

A noite escurece como toda a noite
Mas já não existe boemia e nem luar
Tudo entristeceu,
Não há mais lugar pra poesia da alegria de amar

Mas ontem mesmo eu sonhei com a sua volta
E no meu sonho a tristeza não está
Tu me pedindo pra que eu abrisse a porta
E eu sorrindo mal podia acreditar

Então entravas perfumando o caminho
E eu sozinha me prestava a admirar
Ah se eu soubesse de um jeito
Que eu pudesse transformar a vida em sonho
Não iria acordar.

A vida em sonho
Jair Oliveira
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Parece que não é só Jorge Vercílo que consegue a mais pura tradução de minhas histórias, Jair Oliveira acertou na mosca com esta música.
Nossos pensamentos e nossos sonhos são livres, nada nem ninguém tem poder sobre eles.
"Ah! se eu soubesse de um jeito que eu pudesse transformar a vida em sonho não iria acordar..."

Noites sem voz

Como são difíceis as noites, e justo eu que sempre tive na noite minha maior parceira, a noite foi muitas vezes a maior cúmplice de esperança, de amor, de paixão, de risos, de saudades...
Como são difíceis as noites, neste silêncio dolorido que me tira o sono, me enche os olhos de choro, aperta meu coração, deixando apenas a possibilidade do sonho...
Como estão difíceis as noites sem sinais, sem luz e sem voz....

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Festa na Roseira


É tão doce sonhar
E recordar a própria história
Eu, que já fui dádiva celestial
Em misteriosas civilizações
Fui batizado de cacau
Caminhei entre Maias e Astecas
Consagrei o meu “valor”
Caí na graça e no gosto
Na taça do imperador

A nobreza da Europa, eu conheci
E num tal “mexe-mexe”, eu me vi
Ganhei um gosto especial
A mistura “deu carnaval”!

Sou rei entre os presentes
Se for falar de paixão
Nos sentidos dessa gente
Posso tocar um coração
Agradeço a cada sonhador
Que me deu forma, brilho e cor
Estou aqui pra festejar
Hoje sou o símbolo da vida,
Renasci nessa avenida
Na escolha popular

Tá na boca do povo:
“O Cacau CHEGOU”!
Sou Rosas, Rosas de Ouro
Meu sabor te conquistou!

Só quem já ouviu o som desta bateria, só quem conhece a força desta gente sabe a emoção deste título.
Parabéns Roseira!!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Como pode?

"Molha a tua boca na minha boca
A tua boca é meu doce é meu sal

Mas quem sou eu nesta vida tão louca?
Mais um palhaço no teu carnaval...”

Como pode o carnaval se a colombina não está com o pierrot?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ficou muda a viola


Hoje a viola silenciou, a porteira da fazenda não rangeu, os pássaros ficaram quietos e o vento nem soprou, o berrante tá mudo e o galo nem cantou.
Hoje o som que se ouve é um lamento doído...
Agora no céu as violas se encontram, mais e mais modas ecoam entre serafins e querubins ... os irmãos cantam juntos desta vez sem separações.
Pena Branca e Xavantinho... Aplausos!!!!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Por dentro

No vácuo o som não se propaga, eu grito e minha voz não chega.
Deserto, exílio... um frio que queima, silêncio... silêncio...
Escuridão no meio da luz do dia, face escura da lua, lua nova, escuridão....
Silêncio ensurdecedor... grito que não chega, voz que procura e não se ouve, sem luz, sem voz, vazio... vazio.... repleto, completo... tem preenchimento, tem plenitude, cheio....vazio sem vazio..
Morte de estrela, cadê o brilho? Anos luz de distância tão perto que se toca, deserto, vento....
Na montanha abismo sem fundo, queda, falta corda, falta o pé, faltam asas...
Maré alta, profundeza abissal, falta ar, faltam guelras, falta sol... folhas no chão, mas não era primavera? O outono na mão...
Ferida aberta a flor da pele, sem bálsamo nem curativo, arde, queima, dor...dor... dor...
Deserto, exílio, silêncio...silêncio..silêncio... eu grito...meu grito.....grito.....grito... espero.... quero.. esperança? Esperança!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Todos os dias



Não se admire se um dia

um beija-flor invadir

a porta da tua casa,

te der um beijo e partir

fui eu que mandei o beijo ...


Todos os meus dias...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Atravesso...

"Só eu sei, as esquinas por que passei
Só eu sei, só eu sei
Sabe lá, o que é não ter e ter que ter pra dar
Sabe lá, sabe lá
E quem será, nos arredores do amor
Que vai saber reparar
Que o dia nasceu
Só eu sei
Os desertos que atravessei
Só eu sei, só eu sei
Sabe lá, o que é morrer de sede
Em frente ao mar
Sabe lá, sabe lá
E quem será na correnteza do amor
Que vai saber se guiar
A nave em breve ao vento vaga
De leve e traz toda a paz
Que um dia o desejo levou
So eu sei
As esquinas porque passei
Só eu sei, só eu sei
E quem será na correnteza do amor
Que vai saber se guiar
A nave em breve ao vento vaga
De leve e traz toda a paz
Que um dia o desejo levou
Só eu sei, as esquinas porque passei"


Há dias que a ausência é insuportavelmente a maior presença
Há dias que a saudade é dilacerante
Há dias que atravesso desertos, desertos, desertos.....
Só eu mesma sei.