quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Djavan Caetano Viana

Estar em um show do Djavan é uma experiência que todos deveriam ter.
É inexplicável a emoção de estar diante dele.
Na verdade ele é para mim muito mais que um ídolo, é um parceiro, afinal há muitos anos é o responsável por parte da trilha sonora da minha vida.
Ele cantou minhas paixões, alegrias, tristeza, sonhos, ganhos e perdas...cantou o meu grande amor....é como se ele me decifrasse profundamente.
Sabe ler minha alma mesmo não a conhecendo.
Além de ser um grande poeta-compositor e brilhante músico, tem no palco o seu ambiente. Canta com a suavidade e a competência de quem tem paixão pelo ofício.
Um grande show, uma grande banda, um grande talento...

Talvez venha daí o grande segredo de seduzir pedras, catedrais, coração...

Esta música ele cantou para mim... mesmo não sabendo disso...
Sorri
Sorrir
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorrir
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorrir
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doloridos
Sorrir
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

Diante de tanta beleza o melhor que temos a fazer é...
“Djavanear o que há de bom”

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Colorida e Bela...


Minha querida
O que posso desejar neste dia pra você?
Desejo uma vida sempre colorida, bela, cheia de luz, de perfume, de música, de risos.
Desejo que sua vida seja repleta de amor, paz, saúde, alegrias.
Desejo para a sua vida muitos frutos, sabores, sonhos, conquistas.
Desejo que quando a tristeza aparecer em sua vida você tenha, força, fé, esperança.
São tantos desejos... mas o maior deles certamente é... que você seja imensamente FELIZ.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Espelho



Por que será que a imagem que olho no espelho não é a mesma que algumas pessoas enxergam? Fui criada acreditando que o importante, o que deve ser referência, o que deve ser buscado é aquilo que o tempo não pode mudar; então por que a grande maioria confere ao efêmero tanta importância?
Por que o ser humano atual tornou-se escravo daquilo que lhe foi dito como belo, como certo, como normal?
Por que aceitar os grilhões culturais e sociais que impedem de lançar-se ao novo, quebrar paradigmas, invalidar conceitos e preconceitos, lançar-se àquilo que poderá surpreendentemente te fazer feliz?
Por que aqueles que não se enquadram nos estereótipos atuais são relevados a categoria de menores?
Alguns olhos conseguem enxergar além daquilo que vêem, conseguem perceber o que não é transitório, aquilo que é essencial; graças a Deus alguns desses olhos atravessaram o meu caminho e certamente outros atravessarão e isso colabora para que eu continue acreditando naquilo que no colo de meu pai aprendi.
Mas infelizmente parece-me que estes olhos estão ficando cada vez mais raros.
O mais dolorido é ouvir mesmo que de maneira atravessada frases que demonstram o quanto a “forma” é mais valiosa. O que “aparenta” é mais relevante do que aquilo que“é”. Mas angustiante ainda é quando este modo de “enxergar” vem daqueles que nos são próximos ou que estão próximos. Às vezes mesmo sem intenção numa simples brincadeira, uma ferida é tocada dentro de nós. Um comentário despretensioso sobre outro nos fere como se o comentário fosse diretamente para nós.
Claro que esse desconforto nos atinge de forma veemente quando estamos mais sensibilizados, quando nos apresentamos mais frágeis.
Mas apesar de tudo eu ainda acredito que caráter, bom humor, bondade de coração, integridade, lealdade, honestidade, espiritualidade, inteligência, educação e outros tanto fatores essenciais sejam mais importantes que tamanho do manequim, altura, cintura, peitos, idade, status social, posses e outros tantos fatores transitórios.
Apesar destes dias de fragilidade gosto daquilo que vejo no meu espelho.
Minha auto-estima, mesmo que solitária, está protegida.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Como dizia o poeta...


Não tenho a menor competência para prosa nem tampouco para poesia, falta-me talento.
Por isso muitas vezes minha Voz será o eco de grandes poetas e escritores, que tem como ofício divino construir sentimentalidades partindo das letras...
Hoje será Vinicius de Moraes
“poetinha vagabundo”, que vem ao meu socorro pra dizer o que eu, por incapacidade não conseguiria.
Está prosa musicada pelo parceiro de plena sintonia é um resumo daquilo que vivi, vivo e viverei...
Mesmo ciente de todos os riscos... porque...

"A vida não gosta de esperar
A vida é pra valer,
A vida é pra levar,
Vinícius, velho, saravá...”

Como Dizia o Poeta
Vinicius de Moraes / Toquinho

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu

Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Fora de Lugar

O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente”
(Mario Quintana)

Tenho um passado crônico e recorrente, algo que faz parte da minha rotina. Nos últimos tempos tem se comportado assim, como uma lembrança, logicamente não uma lembrança qualquer, mas única, impar, singular... porém vez ou outra veste outra roupa, apresenta outra forma.
Passa de passado á presente.
Nestes dias é nessa condição que o reconheço.
O passado que volta a ser presente no meu presente.
O pior é o que o acompanha nestes momentos de invasão do meu hoje.
Tenho um sentimento forte de usurpação.
Tem alguém que está no meu lado da cama, tem alguém que ouve a minha música, alguém que sente o cheiro que é de minha propriedade, alguém que recebe aquilo que pertencem única e exclusivamente a mim.
Tem alguém no meu lugar.
Há tempos não me sentia assim, tão fora de lugar.
Meu passado não está onde deveria estar, preciso que ele volte a ser tão somente crônico e recorrente que faz parte da minha rotina.

Se é que algum dia ele foi realmente passado.

domingo, 21 de outubro de 2007

Voz de Ler



De repente bateu uma vontade de escrever novamente. Sempre busquei na pena e no papel abrigo e conforto para meus pensamentos. Difícil foi escolher o nome deste Blog, afinal buscava um nome que dissesse o que eu diria.
Algo que substituísse perfeitamente a minha voz.
Afinal este instrumento é de ler e não de ouvir.
Vários surgiram, alguns sem muita inspiração, outros de gostos duvidosos, alguns que não me serviam, até que surgiu o Voz de Ler.
Achei adequado e claro.
A partir de agora minha voz será lida.
Em alguns momentos será a voz suave, tranquila, serena, em outras noites será a voz vigorosa, tanto da gargalhada como do choro. Em outras a voz do protesto, da indignação e do desabafo... também a voz da esperança se fará presente e outras tantas...
Sou muitas mulheres dentro de uma só. Por isso, aqui estarão várias vozes de uma só garganta.
A Minha Garganta.

Malu

Voz de Mulher (Sueli Costa - Abel Silva)

Desde que nasci
A voz da mulher
Me embala
Me alegra
Me faz chorar
Me arrepia os cabelos
Me faz dançar
Me cala ressentimentos
Me ensina a amar
Uma mulher cantando nas Antilhas
Uma voz de mulher
Nos rádios do Brasil
Minha mãe que cantava
Lembrança tão bonita
E as negras americanas
Dos hinos e dos blues
Amor, amor
Me leva essa voz
Nas asas das canções
Eu quero ouvir
Por toda minha vida
Uma mulher cantando para mim

(Lindamente cantada pela Voz de Edson Cordeiro)