Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Eclesiastes 3
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Medo e Covardia!
Sempre busquei no papel e na pena abrigo para minhas entranhas, palco para minhas teses e pensamentos. Mas como tirar alguma coisa do nada? Como buscar conteúdo quando estamos no vácuo? De qualquer forma sempre há algo a resgatar e hoje o que me vem à mente é a percepção do sentimento do medo e da covardia.
Busquei nas minhas emoções passionais e racionais os meus medos; medo de barata, de solidão, da morte dos meus amados, da violência, de dentista, injeção, etc..etc..etc...
Mas não me cabe e nem me passa pela cabeça o medo de ser feliz. Aí é que entra a grande confusão, existem pessoas que tem medo de ser felizes. É uma constatação, não querem enfrentar paradigmas, convenções, regras pré-estabelecidas, buscam a felicidade, mas também se acovardam diante dela. Se você perguntar a um desses, você receberá entre outras justificativas o medo de sofrer.
Dirão: “– Tenho medo de sofrer”.
Nunca vi uma frase tão inconsistente, o medo de sofre já gera sofrimento, porque é contrário aos nossos anseios, desejos, vontades.
Vendo o noticiário pela manhã vi o desabamento de uma casa onde quatro pessoas foram soterradas e perderam suas vidas numa fração de segundos, vem também à memória os desastres aéreos recentes, onde pessoas simplesmente desapareceram. Diante da fragilidade da vida humana, diante da efemeridade e da consciência de nossa mortalidade, fica complicado demais entender o medo de ser feliz, o medo de viver momentos felizes.
Se você perguntar a qualquer criatura pensante: “Você quer ser feliz?” a resposta será óbvia e com um certo espanto, afinal quem não quer? Que pergunta cretina e descabida.
Porém se você perguntar pra essa mesma espantada pessoa se ela estará disposta a pagar o preço por essa felicidade, aí talvez a resposta seja mais demorada, um engasgo aparecerá nessa garganta. Afinal todos querem a felicidade, mas não queremos pagar nada, não queremos nenhum esforço, não abriremos mão de absolutamente nada em nome desses momentos felizes. Queremos que ela venha sem nenhum sacrifício. Queremos a felicidade, mas não estamos dispostos a lutar por ela.
Busquei nas minhas emoções passionais e racionais os meus medos; medo de barata, de solidão, da morte dos meus amados, da violência, de dentista, injeção, etc..etc..etc...
Mas não me cabe e nem me passa pela cabeça o medo de ser feliz. Aí é que entra a grande confusão, existem pessoas que tem medo de ser felizes. É uma constatação, não querem enfrentar paradigmas, convenções, regras pré-estabelecidas, buscam a felicidade, mas também se acovardam diante dela. Se você perguntar a um desses, você receberá entre outras justificativas o medo de sofrer.
Dirão: “– Tenho medo de sofrer”.
Nunca vi uma frase tão inconsistente, o medo de sofre já gera sofrimento, porque é contrário aos nossos anseios, desejos, vontades.
Vendo o noticiário pela manhã vi o desabamento de uma casa onde quatro pessoas foram soterradas e perderam suas vidas numa fração de segundos, vem também à memória os desastres aéreos recentes, onde pessoas simplesmente desapareceram. Diante da fragilidade da vida humana, diante da efemeridade e da consciência de nossa mortalidade, fica complicado demais entender o medo de ser feliz, o medo de viver momentos felizes.
Se você perguntar a qualquer criatura pensante: “Você quer ser feliz?” a resposta será óbvia e com um certo espanto, afinal quem não quer? Que pergunta cretina e descabida.
Porém se você perguntar pra essa mesma espantada pessoa se ela estará disposta a pagar o preço por essa felicidade, aí talvez a resposta seja mais demorada, um engasgo aparecerá nessa garganta. Afinal todos querem a felicidade, mas não queremos pagar nada, não queremos nenhum esforço, não abriremos mão de absolutamente nada em nome desses momentos felizes. Queremos que ela venha sem nenhum sacrifício. Queremos a felicidade, mas não estamos dispostos a lutar por ela.
Acabamos nos acomodando com o que nos incomoda.
Que covardia!
Covardia e medo, que dupla do barulho! Como travam histórias, modificam destinos. A covardia matou muitos em guerras, separou famílias, amores, amigos. Não estou incentivando valentias estúpidas e inconseqüentes, mas covardia diante da vida é torpe e pouco inteligente porque o preço da covardia e do medo é muito maior que o preço da felicidade, além de trazer consigo o sofrimento, a dor e o pior, o arrependimento.
Claro que faço um “meaculpa”, porque muitas vezes fui covarde e fraca diante de fatos que apareceram na minha história e que naquele momento não tinha forças pra enfrentá-los, mas nunca fui covarde diante da felicidade, aliás, sempre paguei o preço por ela, sempre me entreguei de forma absoluta a ela, nunca tive e nunca terei medo de ser feliz.
Acredito que a felicidade plena não pertence a este mundo, mas os momentos felizes, o nosso presente, o hoje, o ser feliz hoje sem pensar no amanhã, até porque este não nos pertence, por esses momentos vale muito a pena.
Espero ver o amor vencendo o medo, mas isso só o tempo irá me responder.
Que covardia!
Covardia e medo, que dupla do barulho! Como travam histórias, modificam destinos. A covardia matou muitos em guerras, separou famílias, amores, amigos. Não estou incentivando valentias estúpidas e inconseqüentes, mas covardia diante da vida é torpe e pouco inteligente porque o preço da covardia e do medo é muito maior que o preço da felicidade, além de trazer consigo o sofrimento, a dor e o pior, o arrependimento.
Claro que faço um “meaculpa”, porque muitas vezes fui covarde e fraca diante de fatos que apareceram na minha história e que naquele momento não tinha forças pra enfrentá-los, mas nunca fui covarde diante da felicidade, aliás, sempre paguei o preço por ela, sempre me entreguei de forma absoluta a ela, nunca tive e nunca terei medo de ser feliz.
Acredito que a felicidade plena não pertence a este mundo, mas os momentos felizes, o nosso presente, o hoje, o ser feliz hoje sem pensar no amanhã, até porque este não nos pertence, por esses momentos vale muito a pena.
Espero ver o amor vencendo o medo, mas isso só o tempo irá me responder.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Eu vou sacanear....
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro
do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra
cuidar gratuitamente da saúde deles e dos pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, me rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a
mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos
que os precederam:
“- Não roubarás!”
“- Devolva o lápis do coleguinha!”
“- Esse apontador não é seu, minha filha!”
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus
preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda
insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou
sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
“ – Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer:
“ –Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu
filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso
freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau”
Dirão:
“- É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
“ – Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
(Só de Sacanagem - Elisa Lucinda)
Mas a voz que grita é a minha.... só de sacanagem!!!!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro
do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra
cuidar gratuitamente da saúde deles e dos pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, me rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a
mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos
que os precederam:
“- Não roubarás!”
“- Devolva o lápis do coleguinha!”
“- Esse apontador não é seu, minha filha!”
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus
preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda
insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou
sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
“ – Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba”
E eu vou dizer:
“ –Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu
filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso
freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau”
Dirão:
“- É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
“ – Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.
(Só de Sacanagem - Elisa Lucinda)
Mas a voz que grita é a minha.... só de sacanagem!!!!
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