De repente se é invadida por uma sensação de inadequação. É como se não se pudesse encontrar um espaço onde se encaixar.... como se não coubesse nas “regras” pré- estabelecidas ou como se não se enquadrasse naquilo que dizem ser “politicame...nte correto”, “lógico”, “aceitável”,“bom”, “certo”... de repente se vê diferente do todo, do “apropriado”, do “adequado”... seus sentimentos sofrem de um “estrangerismo” absurdo... sente-se orbitando num mundo onde não se pode ocupar... não lhe cabe espaço nem chão.
Num instante se sente em descompasso, fora do quadro, fora do ritmo... do quadro que outros pintaram... do ritmo que outros criaram...
Parece uma coisa assim meio Raul... uma metamorfose que não é permitida completar-se... não permitem que a casula se rompa.
Às vezes o único lugar que se cabe é dentro de si... e este colocar-se dentro do dentro pode ser bastante solitário...
domingo, 21 de abril de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
O batuque anuncia o início do reinado de Momo... e hoje clamo aos deuses do samba que salvem o nosso carnaval.
Tremam o chão os surdos, os de primeira, segunda e terceira para que fique claro que carnaval é do samba.... gritem os tamborins e que seu som seja ouvido nos quatro cantos do mundo que carnaval não é orgia sexual, mulher não é objeto descartável, ruas, muros, arvores não são banheiros públicos.
Repiquem em alto e bom som deixando claro que o reinado do samba é alegria... que o batuque dos tãn-tãns comuniquem que carnaval não é festa de bebedeira... que percebam os foliões que beber é somente para quem tem responsabilidade... aventureiros e babacas que não sabem se divertir sem caírem de bêbados pelas ruas não são o retrato da folia e da alegria.
Chocalhos gritem alto e juntem-se aos agogôs para que todos saibam que carnaval é festa da vida e não desculpa para perder-se nas drogas disfarçadas de liberdade e fantasia.
Chora cavaco... mas chore forte junto com o canto da cuíca e mostre a todos que carnaval não é morte, não é bacanal, não é bebedeira, não é covil de prostituição e malandragem... carnaval é exaltação ao samba, ao morro, ao povo da terra Brasil, onde a cor que reina é a cor da paz e da alegria brilhando com cristais e lantejoulas nas avenidas, becos, vielas...
O Abre Alas do samba no rebolar das passistas e no cortejo elegante da porta-bandeira abram seus braços para toda a gente... porque carnaval é de todo o povo, de todo o credo, de toda a cor.... carnaval de todas as línguas, de todas as culturas.... carnaval é a festa da democracia onde todos são iguais e todos estão convidados... entrem às crianças, os velhos, os pobres, os ricos... entrem todos no cordão da alegria porque isso sim é carnaval.
E eu, colombina sem pierrô... de olhar melancólico e boca carmim peço aos deuses do samba que salve e protejam o nosso carnaval!
Tremam o chão os surdos, os de primeira, segunda e terceira para que fique claro que carnaval é do samba.... gritem os tamborins e que seu som seja ouvido nos quatro cantos do mundo que carnaval não é orgia sexual, mulher não é objeto descartável, ruas, muros, arvores não são banheiros públicos.
Repiquem em alto e bom som deixando claro que o reinado do samba é alegria... que o batuque dos tãn-tãns comuniquem que carnaval não é festa de bebedeira... que percebam os foliões que beber é somente para quem tem responsabilidade... aventureiros e babacas que não sabem se divertir sem caírem de bêbados pelas ruas não são o retrato da folia e da alegria.
Chocalhos gritem alto e juntem-se aos agogôs para que todos saibam que carnaval é festa da vida e não desculpa para perder-se nas drogas disfarçadas de liberdade e fantasia.
Chora cavaco... mas chore forte junto com o canto da cuíca e mostre a todos que carnaval não é morte, não é bacanal, não é bebedeira, não é covil de prostituição e malandragem... carnaval é exaltação ao samba, ao morro, ao povo da terra Brasil, onde a cor que reina é a cor da paz e da alegria brilhando com cristais e lantejoulas nas avenidas, becos, vielas...
O Abre Alas do samba no rebolar das passistas e no cortejo elegante da porta-bandeira abram seus braços para toda a gente... porque carnaval é de todo o povo, de todo o credo, de toda a cor.... carnaval de todas as línguas, de todas as culturas.... carnaval é a festa da democracia onde todos são iguais e todos estão convidados... entrem às crianças, os velhos, os pobres, os ricos... entrem todos no cordão da alegria porque isso sim é carnaval.
E eu, colombina sem pierrô... de olhar melancólico e boca carmim peço aos deuses do samba que salve e protejam o nosso carnaval!
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