quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Que seja Novo da cor do arco-íris

Para você ganhar um belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
*
Receita de Ano Novo
Carlos Drummond de Andrade


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

O Permanente e o Provisório

O casamento é permanente, o namoro é provisório.
O Amor é permanente, a paixão é provisória.
Uma profissão é permanente, um emprego é provisório.
Um endereço é permanente, uma estada é provisória.
A arte é permanente, a tendência é provisória.
De acordo? Nem eu.
Um casamento que dura 20 anos é provisório. Não somos repetições de nós mesmo, a cada instante somos surpreendidos por novos pensamentos que nos chegam através da leitura, do cinema, da meditação. O que eu fui ontem e anteontem já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem para agora, hoje é meu dia, nenhum outro.
Amor permanente...Como a gente se agarra nessa ilusão. Pois se nem o amor por nós mesmo resista tanto tempo sem umas reavaliações. Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar pra trás nossos imensuráveis erros, nossos achaques, nossos preconceitos, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos. O amor se infiltra dentro de nós, mas seguem todos em movimento: você, o amor da sua vida e o que vocês sentem. Tudo pulsando independentemente, e passíveis de se desgarrar um do outro.
Um endereço não é pra sempre, uma profissão pode ser jogada pela janela, a amizade é fortíssima até encontrar uma desilusão ainda mais forte, a arte passa por ciclos, e se tudo isso é soberano e tem valor supremo, é porque hoje acreditamos nisso, hoje somos superiores ao passado e ao futuro, agora é que nossa crença se estabiliza, a necessidade se manifesta a vontade se impõe – até que o tempo vire.
Faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me no espaço cujo o tamanho me serve, alcanço seus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível. Canso menos, me divirto mais e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós.

Martha Medeiros
Coisas da Vida
Crônicas

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Na Voz de minha avó

Hoje fiquei imaginando o que escrever aqui, o que dizer nesta véspera de Natal. Tentei reaver minhas lembranças do Natal e imediatamente o que me veio à memória foram meus Natais de criança, do presépio, da Missa do Galo na Catedral, da família reunida, mas principalmente lembrei-me de uma antiga canção que minha avó cantava nestas noites mágicas.
Nestas lembranças, na saudade de meus Natais de criança, acho que encontrei exatamente o que eu queria dizer, mas desta vez na Voz de minha muito amada vovó Ermínia.

"Natal Natal das crianças
Natal da noite de luz
Natal da estrela-guia
Natal do Menino Jesus
Blim, blão,
Blim, blão
Blim, blão...
Bate o sino da matriz
Papai, mamãe rezando
Para o mundo ser feliz
Blim, blão,
Blim, blão
Blim, blão
O Papai Noel chegou
Também trazendo presente
Para vovó e vovô"


UM SANTO E MUITO FELIZ NATAL

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Valeu e sempre Valerá!

É incrível, mesmo depois de tantos anos ainda não acostumei a dizer adeus, como diz a música, “Não aprendi dizer adeus, mas tenho que aceitar...”
Hoje o dia está sofrido, amigos se vão, amigos que fizeram parte da minha vida durante estes últimos quatro anos e que por não estarem presos a estabilidade como eu se vão com as mudanças dos ventos políticos.
Não está sendo fácil, aliás, desta vez esta sendo particularmente difícil, porque pessoais mais que especiais me acompanharam desta vez e afastar-me delas parece-me como um aborto. Não ouvir mais suas vozes pelos corredores, não encontrar-las no elevador, não compartilhar mais projetos, trabalhos, sonhos, conquistas e fracassos.
Além disso, angustia-me saber o que as aguarda neste mercado competitivo e neste caso, político partidário, onde profissionalismo, competência e dignidade não são valores apreciados pelas administrações públicas em geral e isso esses três tem de sobra.
A única coisa que me resta fazer é mesmo sem saber como me despedir, sem saber como acostumar-me com estas ausências, sem saber como esperar o novo, se é que o novo será realmente novo, continuar... apesar que sem vocês, Rosa, Dahi, Everton, (que estão lindos na foto), será mais difícil, mas tenho certeza que um dia voltaremos a ser essa grande equipe.



Valeu queridos!!


***********

E aqueles poucos que passaram nesses quatro anos e só trouxeram gritos, corrupção, tristeza, angustia, injustiça.... a única frase que me vem à cabeça é do poeta Mario Quintana...

“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Hoje tem palhaçada? Tem sim senhor....


Eu Conheço um Palhaço
Que Entregou Seu Coração
Fez da Vida Uma Festa
E do Amor Uma Canção
Sua Cara Tem Pintura
Uma Bola no Nariz
Sua Vida é Uma Aventura
De Fazer o Mundo Feliz
Quem Quizer Encontrar o Amor
Sempre Siga Seus Passos
Se Quiser Encontrar o Amor
Ele Tem um Abraço
Eu Conheço um Palhaço
Que Alegrou Meu Coração
Transformou a Minha Vida
Numa Doce Emoção
''Alô Garotada
O Que o Palhaço Mais Deseja No Mundo
É Fazer Uma Criança Feliz
E Quando Eu Digo Criança,
São Aquelas dos 8 Aos 80 Anos
A Criança Que Nunca Morre na Gente
A Criança Que um dia Fomos
E Que Seremos Sempre!''
Obrigado Por Eu ser um Palhaço
É Deus Quem Guia Meus Passos
Nesse Mundo Encantado
Obrigado Pelo Mundo de Amigos
Se Eu Estou Contigo
A Vida é Mais Feliz

O Mundo Encantado De Um Palhaço
(Michael Sullivan-Paulo Massadas)


Hoje, 10 de dezembro é o Dia do Palhaço.
Esses anjos de cara pintada sempre foram meus grandes heróis.
Meu amor, minha admiração, minhas gargalhadas e é claro....
Meus aplausos!!!

domingo, 30 de novembro de 2008

Águas dos céus e dos olhos










Deus misericordioso olhe pelos seus filhos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Power Eventos


Mais um sucesso!
Power Eventos.... Uhu!
Power Eventos.... Uhu!
Power Eventos.... Uhu!
Sucesso total no niver da amada Dri.
Adoooooooooooooro!!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Que jeito!


"Que culpa tenho eu,
me diga amigo meu
Será que tudo o que eu gosto
É ilegal, é imoral ou engorda"
**************
Vixe!
o pior é que é
quase tudo
.........rsrsrsrsrsrs.........

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Congratulations!

Hoje testemunhamos um fato que certamente será tema de vários livros da história da humanidade. As próximas gerações nos invejarão, afinal somos testemunhas oculares desta festa da democracia e da vontade popular.
Outro muro foi ao chão...
Agora talvez possamos compartilhar o sonho de Luther King quando disse que um dia seremos julgados pelo nosso caráter e não pela cor de nossa pele.
Congratulations!
God bless America.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Original!


Adorei essa comemoração do dia das bruxas!
Muito original

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Felicidade alvi-negra!!!!


AQUI TEM UM BANDO DE LOUCO
LOUCO POR TI CORINTHIANS
AQUELES QUE ACHAM QUE É POUCO
EU VIVO POR TI CORINTHIANS
EU CANTO ATÉ FICAR ROUCO
EU CANTO PRA TE EMPURRAR
VAMOS TIMÃO
VAMOS TIMÃO
NÃO PARA DE LUTAR
VOLTAMOS!!!!!




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Essencial...

Pedaços de mim

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Adoro!










Adoro essa turma...
principalmente o "porquinho cor-de-rosa"
............rsrsrsrsr.............

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Guardadas as devidas proporções....

Ultimamente não tenho notado muita diferença... talvez uma outra sujeira com um outro cheiro, mas "guardadas as devidas proporções".....
não tá muito distante não!
Lore querida, adorei!


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Somos nós?

Lo, quando vi esta imagem lembrei imediatamente de nós....
Rímel potente sem um bom demaquilante.
Não é a nossa CARA?
........rsrsrsrs..........

sábado, 13 de setembro de 2008

Do you know?


I Know !!!
Almost married...
(imagem "surrupiada" do primo)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Poema da Mente

Poema da MENTE
Affonso Romano de Sant`Anna


Há um presidente que mente,
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
Mas que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Vai nos enganar eterna/mente.
*********************
Brilhante!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Gelam e Inflamam

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo
e depois não há nada que os apaguese a combustão
os persegue, as labaredas e as brasas são o alimento,
o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e,
depois, não há nada que os degele se a neve, cobrindo a pele,
vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer,
não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer,
senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e,
depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.
(As aparências enganan - Tunai)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Irmãs"

"Uma jovem esposa estava sentada num sofá num dia quente e úmido,bebericando chá gelado durante uma visita a sua mãe.
Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, a mãe remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para sua filha.
- Nunca esqueça de suas 'Irmãs' , aconselhou!
Serão mais importantes na medida em que você envelhecer.
Independentemente, do quanto você ame seu marido, dos filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de 'Irmãs'. Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com elas ; faça coisas com elas; telefone para elas .
Lembre-se que 'Irmãs' significa todas as mulheres... suas amigas, filhas e também todas as suas demais parentes.
Você precisará de outras mulheres.
Que estranho conselho! Pensou a jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulta. Com certeza meu marido e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!
Contudo, ela obedeceu à mãe.
Manteve contato com suas Irmãs e anualmente aumentava o número de amigas. Na medida em que os anos se passavam, ela foi compreendendo que sua mãe sabia do que falava....
Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre uma mulher, 'Irmãs' são baluartes de sua vida.
50 anos, eis o que aprendi:
O tempo passa...
A vida acontece...
A distância separa...
As crianças crescem...
Os empregos vão e vêem...
O amor fica mais frouxo ou vai embora...
Os homens não fazem o que deveriam fazer...
O coração se rompe...
Os pais morrem...
As carreiras terminam...
Mas... as 'Irmãs' estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês. Uma amiga nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor, e esperando-a de braços abertos...
Todas... amigas, mães, filhas, avós, noras, tias, primas, sobrinhas... abençoando nossa vida!Quando iniciamos esta aventura chamada condição feminina, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante.
Nem sabíamos o quanto precisaríamos umas das outras."
****************************
Com todo o meu amor
a todas as minhas "irmãs"

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Dentro de mim


Quem me vê assim cantando
Não sabe nada de mim
Dentro de mim mora um anjo
Que tem a boca pintada
Que tem as unhas pintadas
Que tem as asas pintadas
Que passa horas à fio
No espelho do toucador
Dentro de mim mora um anjo
Que me sufoca de amor
Dentro de mim mora um anjo
Montado sobre um cavalo
Que ele sangra de espora
Ele é meu lado de dentro
Eu sou seu lado de fora
Quem me vê assim cantando
Não sabe nada de mim
Dentro de mim mora um anjo
Que arrasta suas medalhas
E que batuca pandeiro
Que me prendeu em seus laços
Mas que é meu prisioneiro
Acho que é colombina
Acho que é bailarina
Acho que é brasileiro
Quem me vê assim cantando
Não sabe nada de mim
(Dentro de mim mora um anjo - Sueli Costa)

domingo, 17 de agosto de 2008

Bahiano Genial


Ai, o amô, ai, ai
Amô bobagem que a gente
Não explica, ai, ai
Prova um bocadinho, oi
Fica envenenado, oi
E pro resto da vida
É um tal de sofrê
O-la-rá, o-le-rê

Oi, Bahia, ai, ai
Bahia que não me sai do pensamento, ai, ai
Faço o meu lamento, oi
Na desesperança, oi
De encontrá pr'esse mundo
O amô que eu perdi na Bahia,
Vou contá:

Na Baixa do Sapateiro
Encontrei um dia
A morena mais frajola da Bahia
Pediu-lhe um beijo, não deu
Um abraço, sorriu
Pediu-lhe a mão, não quis dar, fugiu

Bahia, terra da felicidade
Morena, eu ando louco de saudade
Meu Sinhô do Bonfim
Arranje uma morena
Igualzinha pra mim
Ai, Bahia, ai, ai

(Na baixa do sapateiro - Dorival Caymmi)
Meus aplausos ao mestre do mar.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Fazer e ser....



Às vezes precisamos de um sinal físico e um pouco assustador para compreender que está mais do que na hora de ser menos profunda e mais rasa.
Passei boa parte da minha vida sendo profunda, profunda nas minhas relações, no meu trabalho, na minha família, nas minhas convicções morais, políticas... traduzindo... muitas vezes essa profundidade tornou-me uma grande engolidora de sapos e pelo que parece esta prática acabou desenvolvendo uma congestão.
Por que devo aceitar que as pessoas me magoem sem que eu seja merecedora? Por que devo acatar decisões que são contrárias àquilo que penso somente para não contrariar quem quer que seja?
Tenho que perceber que se não posso entender e nem modificar, tenho que ao menos perdoar os mentirosos, os fúteis, aqueles que não se preocupam com o sentimento dos outros, aqueles que puxam o tapete sem o menor constrangimento, aqueles que acham que o mundo gira em torno do seu próprio umbigo, os medíocres, os egosístas, aqueles que valorizam o efêmero, o mutável, o visível.
Tenho que aceitar que não me cabe vestir a fantasia de super-herói sendo que na verdade sou frágil. Tenho que me conscientizar que não moro em Gotan City, que não lanço teias de meus pulsos, que não sei voar e tampouco não sou a mulher-gato para ter sete vidas.
Não vou e nem pretendo me transformar numa pessoa agressiva, severa, respondona, dona da verdade absoluta, busco encontrar dentro de mim a mansidão e não transgressão, compreensão e não julgamento, aceitação dos limites tanto os meus quanto os dos outros, busco descontaminação.
Preciso perceber que minhas experiências são minhas e que nem sempre servem pra quem quer que seja, tenho que respeitar às escolhas dos outros, mesmo que, eu saiba aonde isso vai levar. Não quero mais gritar para ser escutada. Não adianta tentar poupar alguém do sofrimento se essa é a sua opção, da mesma forma que eu aprendi com os meus erros tenho que dar aos outros o mesmo direito de aprendizado, mesmo que isso me machuque, porque não quero ver ninguém sofrer, mas muitas vezes não tenho o poder de evitar isso.
Percebo que infelizmente ao longo de toda a minha história tendo dado mais do que tenho recebido, tenho renunciado mais do que deveria, tenho compactuado com meu silêncio da agressividade das pessoas, no egoísmo de tantos.... algumas coisas me ferem de morte e eu simplesmente boto um azeite de boa qualidade, é claro, e engulo mais um sapinho. Muitas vezes tenho falado sem ser ouvida, tenho opinado sem ser percebida, tenho respeitado sem ser respeitada.
Enfim, não sou a dona da verdade, não tenho a filosofia do mundo, sou frágil, fraca, tenho raiva, às vezes inveja, me magôo, me entristeço, sinto ciúmes, às vezes sou mesquinha, tenho vontade de me vingar, de ofender, concluindo, sou rigorosamente humana, com todas as qualidades e defeitos que são pertinentes a isso.
É evidente que minha essência não será modificada, isso seria impossível e estúpido, continuarei sempre sendo mais serva do que dona da banca, sendo mais recolhimento do que explosão (apesar de muitos pensarem ao contrário), sendo mais amor do que indiferença, mas talvez esteja na hora de olhar um pouco mais para mim, reconhecer-me, cuidar-me, perdoar-me.
A percepção de minha fragilidade física me deu uma visão diferenciada da vida, principalmente reconhecendo minha fraqueza, minha necessidade de ser verdadeiramente querida, reconhecer que preciso de colo, de força que venha de fora pra dentro, exercitar minha resignação diante daquilo que não posso mudar.
Cheguei à conclusão que sou menos forte do que pareço e muito mais fraca do que desejo, mas reconhecer isso já tem um poder transformador.
Amo e sempre amarei a todos com a mesma força e a mesma intensidade, apenas preciso presentear-me com o mesmo amor que dou.
Acho que ser mais rasa com o mundo e mais profunda comigo mesma seja no momento o que preciso fazer e ser.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Aparência



Muito menos forte do que pareço
e
muito mais fraca do que desejo

....................................................................................................................................



sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Minhas Inteiras Metades



Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que o homem que amo (o meu grande amor)
seja pra sempre amado mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a uma mulher inundada de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
(Metade - Oswaldo Montenegro)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Cheiro de mato e de criança

Ontem saindo da casa de uma prima querida, senti dentro do peito uma coisa que não conseguia traduzir. Entrei no carro, liguei o rádio como de costume e uma música inesperadamente decifrou com uma clareza solar o que estava acontecendo.
Uma saudade de cheiro de terra me tomou completamente o coração. Saudades da minha infância no meio do mato, no meio do pasto com cheiro de vaca e estábulo.
Agora no alto da minha maturidade fui invadida por uma feliz nostalgia do tempo que pisava com meus pezinhos de criança nas terras de Botucatu.
A saga sempre começava no fusquinha do meu pai onde inacreditavelmente estavam meu pai, minha mãe, tia Maria, tio Hildo, a Lula, o Zé Francisco e eu, além da bagagem, da sacola de comida da tia Maria com a garrafa de café e da melancia, afinal a viagem Santo André/Botucatu era longa naqueles tempos e uma parada pra comer na estrada era imprescindível.
Os destinos eram Vitoriana e a fazenda do tio Alcides no Rio Bonito, tudo isso lá em Botucatu.
Essas lembranças me tomaram completamente, minha infância no meio da molecada, suja de terra e de curral. Bolo quente e café fresco que a Tia Ida preparava no fogão de lenha que jamais perdia o calor e as panelas, música no alpendre com vista pra represa. Vento fresco de final de tarde, medo de fantasma e de assombração. Ver o vôo do morcego, o barulho dos bichos e a risada da criançada brincando pelo gramado, tomando banho de chuva, amassando barro, guerra de estrume seco e todas as formas de provocação e aproximação.
No pomar todas as frutas, nas hortas todas as verduras, as galinhas no galinheiro, os porcos no chiqueiro comendo lavagem das sobras de nossas farras nas mesas do almoço, os cavalos no pasto, a cachorrada solta pelo quintal.
Os primos reunidos como se todo dia fosse de festa. Os homens juntos na prosa, a mulherada na cozinha preparando de um tudo pra alimentar todos os de casa e os de fora. Sempre uma música de fundo, fosse ela do vento, do radinho de pilha ou das violas.
Que saudades da estrada de terra, da poeira, da chuva com raios e trovões no meio da plantação. A farra logo ao raiar do dia e o sono profundo no fim da noite, o mais perfeito fruto do cansaço de tantas brincadeiras.
O bar da tia Chada, cheio de vida e de viço, o pudim de leite da Tia Tona e o carinho da tia Cidão.
As paçocas, as marias-moles sempre expostas na vitrine do balcão, a bananada no copinho de sorvete com uma pazinha grudada, o povo chegando ao final da lida pra contar todas as histórias de pasto e de boi, tio Adão vendendo pinga e falando de mulher, cachaça, política e futebol.
As esculturas de garrafas do tio Lalo, os potes de doce que deixaram algumas seqüelas no meu quadril até hoje e o cachorro deitado no sofá que não deixava ninguém sair com qualquer coisa na mão, a máquina de costura da Tia Odete a todo o vapor transformando panos em sonhos.
A festa de Nossa Senhora das Vitórias na igrejinha de Vitoriana que juntava de peão até doutor, de moça de vida fácil até moça de fino trato, o baile depois da reza e o churrasco com frango assado no salão da igreja depois da procissão. Os fogos rompendo o céu e a criançada em volta olhando aquela beleza.
A máquina fotográfica do Dado que não perdia nenhum evento e nenhuma pose, festa, casamento, aniversários das crianças, qualquer coisa ficava lá registrada para posteridade.
Os primos atrás das empregadas movidos pelos hormônios próprios da adolescência, descobrindo os segredos do mundo dos adultos. As tardes de pôr-do-sol morrendo na serra, o mais lindo que meus olhos de criança podiam ver e a lua mais bela acompanhada de tantas estrelas que nem dava pra contar e também ninguém se atrevia porque contar estrelas dava verruga na ponta do dedo.
As brincadeiras de roda, de esconde-esconde, de correr sei lá porque e sei lá pra onde. A paisagem de montanha que encontra com o céu, o arco-íris de fim de chuva quando o sol voltava depois do temporal de verão, e a gente gritando “sol e chuva casamento de viúva... chuva e sol casamento de espanhol”. A fogueira nas noites frias de São João, as violas nas canções de amor e saudades, a cantoria, os causos, as histórias muitas vezes inventadas de vida de gado e de peão, de valentias e invernadas, as bebedeiras, as danças, as gargalhadas, a inocência.
Mas tudo passa.... as crianças cresceram, alguns dos velhos já se foram pra nunca mais, a fazenda tem outro dono, o bar fechou, alguns saíram de lá, alguns vieram pra cá, outros sei lá pra onde.
Hoje já mulher feita, com todas as dores e delícias que essa condição me apresenta, busco na memória minha criança suja de terra.
Hoje olho pra selva de pedra da minha janela e busco uma montanha, um céu limpo, um rio, um boi no pasto.
Quero contar estrelas mesmo que verrugas nasçam na ponta dos meus dedos, hoje sinto o cheiro de fumaça dos carros que passam sem identidade e sem alma e desejo o cheiro da terra e dos estrumes das vacas ainda quentes no pasto.
Hoje olho pra mim e busco a criança feliz e faceira, nesta mistura de som, sabor e cheiro que vinha sempre quando os olhos alcançavam a paisagem do interior e o melhor é que sempre a encontro aqui mesmo dentro de mim, com o mesmo sorriso e perfume de mato e os pezinhos sujos de terra.
Você que me lê pode não conhecer todos ou mesmo nenhum dos personagens desta história, nem reconhecer a paisagem, nem a serra nem a represa, talvez você nem saiba a onde fica Botucatu; mas se você, mesmo que só por uma vez na sua vida, sentiu o cheiro do mato, certamente saberá do que falo e sentirá a mesma deliciosa saudade que eu.

domingo, 27 de julho de 2008

Caixa inimaginável...


Abri uma inimaginável caixa e ventos quentes saíram trazendo delícias e delírios, cheiros, sons, ritmo, tremor, força e delicadeza...... trouxeram também cumplicidade, confiança, histórias, risos....
Deliciosas sensações.
Abri uma inimaginável caixa de passado e presente... só de ontem e de um hoje se novamente houver.

sábado, 19 de julho de 2008

Como disse Dolores.... esse é o negócio!


Tem gente que ama, que vive brigando
E depois que briga acaba voltando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champagne, amor com cachaça
Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à bessa pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar...

(O negócio é amar - Dolores Duran)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ratos de Terno


O Dr. Gilmar Mendes definiu como “espetacularização” a operação da Polícia Federal que culminou na prisão da quadrilha de corruptos que tem como chefe o Sr. Daniel Dantas. Porém a meu ver “espetacularização” é a concessão na calada da noite de habeas corpus aos membros desta quadrilha de ladrões e também foi “espetacular” a justificativa do Sr. Gilberto Carvalho tentando explicar a conversa de “compadres” que teve com o Dr. Greenhalgh numa demonstração de clareza solar de tráfico de influência. “Espetaculosa” é a indignação de alguns que temem os grampos telefônicos e as investigações policiais, ainda acredito na máxima popular que diz, “quem não deve, não teme”, talvez esses indignados tenham alguma coisa a esconder e por essa razão levantem com tanta veemência a bandeira do Estado Democrático de Direito e da Legalidade Constitucional.
O Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva comentou sobre a humilhação que sofreram os corruptos ao serem algemados, porém a meu ver humilhação passamos nós quando necessitamos utilizar a saúde pública, quando precisamos matricular nos filhos nas escolas, quando recebemos nossas imorais aposentadorias, quando não temos moradia, transporte, segurança e outras necessidades básicas que se encontram garantidas pela tão lembrada Constituição no seu artigo 6º ; manifestou-se também o Sr. Presidente do Brasil sobre os “excessos” da polícia federal, mas acredito que excessivos sejam os impostos, as taxas, a corrupção, os desmandos com o dinheiro público, o desmatamento de nossas florestas, isso tudo certamente temos em excesso.
Diante dos últimos fatos só posso dizer que seria realmente espetacular se tudo isso não acabasse em pizza.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

É bonita...


Eu fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar, e cantar, e cantar,
A beleza de ser um eterno aprendiz.
Ah, meu Deus! Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo,
Há quem fale que é um divino mistério profundo,
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor.
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver,
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé,
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser,
Sempre desejada por mais que esteja errada,
Ninguém quer a morte, só saúde e sorte,
E a pergunta roda, e a cabeça agita.
Fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
É a vida! É bonita e é bonita!
(O que é, o que é? - Gonzaguinha)
Obrigada meu Deus por mais um ano...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Uma Grande Dama

Ruth Vilaça Correia Leite Cardoso (Araraquara, 19 de setembro de 1930 - 24 de Junho de 2008) foi uma antropóloga brasileira, professora da Universidade de São Paulo. Foi doutora em antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).
Como docente e pesquisadora atuou na USP,
Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso/Unesco), Universidade do Chile (Santiago do Chile), Maison des Sciences de L'Homme (Paris), Universidade de Berkeley (Califórnia) e Universidade de Columbia (Nova Iorque).
Era membro associado do Centro para Estudos Latino-Americanos da
Universidade de Cambridge (Inglaterra) e membro da equipe de pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap - São Paulo).
Publicou vários
livros e trabalhos sobre imigração, movimentos sociais, juventude, meios de comunicação de massa, violência, cidadania e trabalho.
Era casada com
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil. Durante o mandato do marido, fundou e presidiu o Comunidade Solidária, atual Comunitas, organização responsável por programas sociais e de voluntariado. Faleceu hoje, dia 24 de julho de 2008.

*

Como mulher, cidadã e brasileira recebi com pesar a noticia da morte de Dona Ruth Cardoso. Perdemos sem sombra de dúvidas uma significativa representante da ética, delicadeza, elegância, discrição e acima de tudo solidariedade. Criadora de projetos sociais sérios e eficientes que tinham como objetivo a qualificação pessoal do povo sofrido e não apenas o assistencialismo. Ela realmente seguia o velho ditado popular: “Ensinar a pescar ao invés de simplesmente dar o peixe”.
Mulher de fibra, vigor, disposição, deu a área acadêmica grande contribuição intelectual e recebeu reconhecimento nacional e internacional.
Dona Ruth é e sempre será um exemplo a ser seguido por todos aqueles que realmente são comprometidos com o desenvolvimento humano no seu mais abrangente sentido.
Dona Ruth não foi uma figura decorativa quando participou como Primeira-Dama da história deste país, mas acima de tudo foi uma ativista incansável na luta para uma vida mais digna deste esquecido povo brasileiro e soube utilizar sua influência e os recursos que dispunha na criação de verdadeiros programas sociais.Com ela nossos impostos não eram transformados em “botox”.
A Dona Ruth Cardoso minha eterna admiração e meus aplausos.

Esta sim podemos realmente chamar de PRIMEIRA DAMA.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje!


Há o tempo e o contratempo
A felicidade e a dor
Eu por mim não tenho tempo
O meu tempo é só de amor
Sei que existe muita gente
Que não tem mais tempo a perder
Já comigo é diferente
Só o amor me faz viver
Eu não sei viver
Sem sofrer por alguém
Hoje, por exemplo
Eu não tenho ninguém
E é por isso que estou triste
Triste como esta canção
Hoje eu sei que o tempo existe
Hoje é tudo solidão

(Tempo da Solidão - Vinícus de Moraes)

sábado, 7 de junho de 2008

Power Sorriso


Esse sorriso é poderoso!!! É aquele tipo de sorriso que vem da alma e que conquista a cada criatura vivente. Muitas vezes esse sorriso salvou corações e devolveu o ânimo quando mais precisávamos desse resgate.
Hoje esse sorriso é muito maior e muito mais iluminado, porque hoje o dia é todo Dela.
A esta Amiga-Irmã desejo que hoje e sempre sua vida seja repleta de sorrisos, cores, sabores, música.... todas as bênçãos de Deus e o aconchego do manto da Senhora do Carmo.
Que a vida seja leve, fresca, imensamente feliz em todos os momentos e que esse seu sorriso continue sendo sempre bálsamo, esperança, amizade, carinho, amor pra todos nós...
A você Lore querida, meu amor, minha amizade, minha admiração, minhas orações e meus aplausos.
Que a vida lhe sorria sempre...
Beijos!!!

domingo, 1 de junho de 2008

Encantador!



É sexta-feira à noite em Saigon, instantes antes da queda da cidade e da retirada das últimas tropas americanas do Vietnã. Casas de bambu, telhados de zinco, bicicletas e lanternas vermelhas, árvores e néons de bordel. Estamos em abril de 1975. É nesse lugar, à beira da derrota militar e conseqüente retirada americana, que nasce uma história de amor de contornos trágicos. Durante a Guerra do Vietnã, um recruta americano, Chris, se apaixona por uma jovem vietnamita, Kim. Os dois vivem uma espécie de amor sem barreiras. As juras são de união eterna, até o dia em que a embaixada americana em Saigon é invadida por tropas vietnamitas e todos os soldados são evacuados pelo telhado, em helicópteros. Desesperado, Chris é forçado separar-se de sua amada. Sua vida muda para sempre e toma rumos surpreendentes...


Hoje vi a versão brasileira deste espetáculo e realmente é um Espetáculo. Uma super produção com atores de primeira linha dos musicais. Vale muito à pena ver e se emocionar com essa linda história de amor...

Encantador!!!

terça-feira, 20 de maio de 2008

太鼓


"Taiko (太鼓) literalmente quer dizer "tambor grande" em japonês, embora exista uma grande diversidade de formas e tamanhos .Um Taiko é o trabalho artesanal feito sobre uma única grande e maciça tora de madeira nobre (Keyaki, Pinho Negro Japonês entre outros) e dois couros especiais, onde o produto final é um corpo de madeira oco, com os couros fixados através de pregos especiais em cada extremidade do corpo. O Taiko é tocado com bastões (Bachi) feitos de Bambu, Pinho ou outras variedades de madeiras, que medem cerca de 40cm , conforme o tamanho do Taiko.
Carregando quase dois mil anos de tradição, o Taiko pode ser uma das primeiras expressões musicais Japonesas a serem espalhadas pelo mundo.
No Japão feudal, taikos eram frequentemente usados para motivar as tropas, para ajudar a marcar o passo na marcha e para anunciar comandos e anúncios marciais. Ao se aproximar ou entrar no campo de batalha o taiko yaku (tocados de tambor) era responsável por determinar o passo da marcha."

Essa galera é do grupo é o "Yuushin Taiko" de Santo André, eles são talentosos, disciplinados e muito competentes. Ter o privilégio de ver essa garotada batendo com força os tambores é uma sensação deliciosa, pulsante e inesquecível.... já vi muitas vezes e com certeza verei muito mais.





quarta-feira, 14 de maio de 2008

O Dono da Voz


Caso eu fosse obrigada a escolher uma única voz para depositar toda a minha admiração e todos os meus aplausos com certeza seria essa VOZ.
Ainda não apareceu nada igual, nada que tenha o carisma, a competência e principalmente o charme indiscutível de Frank Sinatra.
The Voice, The Blue Eyes, Francis... como queiram... foi e ainda é o reponsável pela trilha sonora de muitas histórias de dores e amores de muitas gerações, pelo menos no repertório da minha vida muitas foram as participações mais que especiais deste gigante.
Hoje (10 anos sem Sinatra) passei o dia todo ouvindo, assobiando, cantarolando e principalmente sentindo o prazer de escutar o Dono da Voz, aliás, ouvir Sinatra é rotina na minha rotina.
Sem nenhuma sobra de dúvida ele estará sempre ...
“I've Got You Under My Skin”

terça-feira, 13 de maio de 2008

Ainda busco algumas respostas...

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava?
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
???
(A Lista - Oswaldo Montenegro)

sábado, 3 de maio de 2008

Recomendo

VIRGOLINO FERREIRA E MARIA DE DÉA – AUTO DE ANGICOS
Marcos Palmeira e Adriana Esteves

Em Auto de Angicos, somos apresentados a Lampião e a Maria Bonita nos momentos finais de suas vidas. A última hora do casal nunca foi satisfatoriamente reconstruída pela historiografia oficial, e muito pouco pode ser afirmado sobre o que eles disseram ou fizeram nos minutos que precedem a execução dos dois, na Grota do Angicos, na manhã de 28 de julho de 1938.
A peça recria esta hora mágica, como um momento de intimidade entre um homem e uma mulher.

FICHA TÉCNICA
Autor: Marcos Barbosa
Direção: Amir Haddad
Elenco: Marcos Palmeira e Adriana Esteves
Onde: Tucarena (Tuca/Puc-SP)

A história é leve e bem contada , principalmente pela Maria Bonita com interpretação brilhante de Adriana Esteves.
Um cenário bem bolado e uma luz fantastica num teatro delicioso.
Recomendo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Carnes do Ofício

Há muitos ossos no meu ofício e como tem.... mas vez por outra aparece uma carninha pra matar a fome dos pobres funcionários andreenses. Hoje especialmente apareceu logo um filé mignon.
O show de Cesária Évora no teatro Municipal.
A maior colônia no Brasil de imigrantes Caboverdeanos fica aqui em Santo André e por essa razão a grande Dama da música de Cabo Verde (ilha da costa da África), premiada (Gramy) e reconhecida internacionalmente não poderia deixar de passar por aqui, afinal muitos foram os que atravessaram o mar buscando novos sonhos.
Um show inesquecível...uma voz inesquecível... uma banda inesquecível...
A grande "Dama de Pés nus" cantou e encantou.

Sombras di distino

Parti pa terra longe
Foi sempre nha ilusão
E ali ja'me está
Di sorriso falso
Margurado e triste
Ta vagá di mar em mar
Ta corrê di vento em vento
Em busca di um futuro
Entre sombras di distino

Nha vida é zig-zagueante
Sina di um fidjo caboverdeano
Num paz inconstante
Cma distino di um cigano
Um'tá vivê tormentado
Num mundo cheio di maldade
Nha sorte é dori magoado
Na um silêncio di sodade

sábado, 26 de abril de 2008

Navegando pelo velho Chico


Um dia desses procurando alguma coisa interessante pra ver na TV encontrei este filme. Adorei, é um filme simples, mas com imagens e histórias surpreendentes.
Vale muito à pena navegar sobre o velho Chico e encontrar sua gente, suas lendas e suas emoções.
Com elenco afinado, lindas imagens e direção competente.
Espelho D´água - uma viagem no Rio São Francisco
Com Fabio Assunção, Regina Dourado, Franscisco Carvalho.
Recomendo.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Só isso...


É de um falso amor que eu preciso
Que seja sem dor e que me bajule o ego
Não, não quero mais amores cegos,
pra não machucar o meu peito sofrido.
O amor zombou de mim, o amor me fez chorar
Me deu o mundo pra depois me abandonar
Não teve dó de mim e soube machucar;
por isso eu busco um falso amor pra me acalmar
Agora eu busco um falso amor pra me acalmar
O amor é mesmo assim;
Assim é que é amar
É ter o mundo num segundo de um olhar
É se cortar no fim; É se desesperar
Por isso eu busco um falso amor pra me acalmar
Agora eu busco um falso amor pra me acalmar
(Falso Amor - Jair Oliveira)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Encatamento














É tanta magia lançada no ar por essa trupe que somos transportados pra dentro do picadeiro e nele voamos com os trapezistas, nos equilibramos nas barras, saltamos pelos ares, brincamos com fogo sem nos queimar, fazemos rodar aros em nossos corpos e nos contorcemos como se ossos não tivéssemos, rimos e fazemos rir com os palhaços...
Neste mágico mundo de Soliel resgatamos nossos sonhos e voltamos a ser crianças.
Eu voei, me equilibrei, saltei, dancei, brinquei com fogo e pintei meu nariz...e ri...
Neste mundo de fantasia eu resgatei meus sonhos e despertei minha criança...
Certamente neste momento diante do picadeiro senti na alma e no coração uma indescritível... Alegria.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Respeitável público....


O circo

Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro e qualidade

Faço versos pro palhaço
Que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro
Seresteiro, vagabundo
Sem juiz e sem juízo
Fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia
Que em seu rosto coloria
Todo o encanto de um sorriso
Que o seu corpo não sorria

Vai, vai, começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro e qualidade

Fala o fole da sanfona
Fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora
Que desponta a bailarina
Que seu corpo é de senhora
E que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora
E quem cantava desafina
Porque a dança só termina
Quando a noite for embora

Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Dorme o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança

(O circo - Marilia Barbosa)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Pedaços...


Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar


Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais


Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu


Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi


Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Meu grande amor.
(pedaço de mim - chico buarque)

sexta-feira, 28 de março de 2008

Um pouco de cada um


Hoje foi o último capítulo da minisérie Queridos Amigos.
Uma verdadeira obra prima, repleta de sensibilidade e humanidade, utilizando a luz e a sombra da alma humana para contar muitas histórias, tendo como pano de fundo um país pós ditadura.
Esta semana foi especialmente emocionante ver e sentir cada momento... confesso que em certas cenas chorei muito, talvez porque encontrei em cada um desses queridos uma pequena parte de mim... reconheci em algumas histórias, em fatos, em atos, em frases minha própria imagem e minha própria voz...

Tenho certamente um pouco de cada um deles...

A intensidade do Léo
A paixão da Lena
O comodismo do Ivan
O radicalismo do Tito
A transgressão do Beny
A coragem da Raquel
A generosidade da Lúcia
A solidariedade do Rui
O egoísmo da Flora
A solidão da Bia
O altruísmo da Vânia
A tristeza do Pedro
A transparência da Karina
O erotismo do Pingo
A ignorância do Fernando
... e de todos eles..... o real significado daquilo que chamamos.... Amizade