sábado, 30 de julho de 2011

Pipoca ou Piruá?



A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande
transformação por que devem passar todas as pessoas.
O milho de pipoca não é o que devemos ser. Nós devemos ser aquilo
que acontece depois do estouro. O milho somos nós: duros, quebra-
dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para
sempre. Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São
pessoas de uma mesmice, uma dureza assombrosas.
Mas, de repente, vem o fogo.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor ou um amigo querido.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão.
Imagino que a pipoca dentro da panela, ficando cada vez mais quente,
pensa que a sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não consegue
imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação
acontece: BUM ! ! !
E ela aparece completamente diferente, como nunca havia sonhado.
Piruá é o milho que se recusa a estourar.
São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a
mudar.
O destino delas é triste.
Ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca e macia.
E você, o que é?
Uma pipoca estourada ou um piruá ?

PIPOCA (Rubens Braga)


Bom... se você leu até aqui é muito provável que, assim como eu, seu desejo seja sempre ser pipoca.

domingo, 24 de julho de 2011

Mulher do Samurai



Mulher de Samurai é aquela que prepara seu guerreiro para batalha, limpa e coloca a armadura para que o proteja na luta, unge e perfuma seu corpo com suavidade e doçura, lustra a espada e calça seus sapatos. Quando é preciso esta mulher levanta a sua espada e acompanha seu parceiro defendendo-o como tigresa de seus inimigos, também se guarda no silêncio de seu coração esperando a volta de seu samurai, curando suas feridas e acalmando seu coração. Sua voz doce embala seu descanso e prepara banhos quentes, massageia seus ombros e vela seu sono. Não há submissão na mulher de samurai, há sim amor e remanso. Guerreira forte e destemida, mas também às vezes frágil buscando nos braços de seu homem proteção e aconchego. Sou mulher de samurai... sempre e pra sempre.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pausa

Minha voz tem se negado a dizer... talvez meus pensamentos confusos não consiguam dar tom e tímbre.... mas minha voz continua dentro da alma preparando-se para sair e ser ouvida.