Não consigo entender o que levou uma conhecida marca de cerveja a lançar uma campanha onde se encontra uma estampa de mulher dentro da tampinha da tal cerveja.
Definitivamente não entendo o que levou uma agencia de publicidade a criar uma campanha onde coloca a mulher como “prêmio” para aqueles que consumirem a cerveja, inclusive incentivando os idiotas de plantão a colecionarem as ridículas tampinhas. Não sou puritana, aliás, nunca fui, mas convenhamos, permitimos e em alguns casos buscamos como objetivo de vida e caminho para a felicidade o posto de simples brinquedos sexuais e infelizmente, muitas vezes nos tornamos objetos descartáveis. Não são os homens que nos descartam... nós nos descartamos.
Fico estarrecida quando vejo uma mulher entoando como um mantra o refrão de um funk (eu chamo de lixo) qualquer cantando em alto e bom tom...“sou cachorra chapa quente, adoro quando me taram...” ou... “fama de putana porque como o seu macho”... ou... “um tapinha não dói...” ou outros tantos absurdos que muitos e o pior muitas acham engraçado e cantam rebolando a bunda como se fossem artigos de exposição de sex shop..... Talvez se prestassem mais atenção no real significado das letras acredito que não achariam tão engraçado assim.
Como podemos exigir respeito quando nos definimos como cachorras, popozudas, putanas? O que podemos esperar quando declaramos que um tapinha não dói???
Muitas vezes reclamamos que os homens são insensíveis, que fogem dos compromissos, que não nos valorizam...etc..etc...etc... mas só seremos realmente valorizadas quando essa valorização partir primeiramente de nós.
Sem saudosismo ou coisa parecida, mas é hora de resgatar alguns conceitos e valores e inclusive devolver aos homens o gosto pela conquista, pelo romance, pela delicadeza... isso só nós podemos fazer, até porque somos nós que geramos e educamos... além disso, vamos retomar a luta pelas conquistas profissionais, os direitos a educação, o fim da violência doméstica... vamos dedicar nossas energias para o fim da prostituição infantil, o fim do tráfico de mulheres, vamos retomar nossa doçura, nossa maternidade, nossa capacidade de cuidar, dar colo, amar.. vamos cuidar de nós sim, sejamos vaidosas sim, vamos andar na moda quando isso nos favorecer sim...mas sem escravidão, sem encher a cara de anfetaminas, sem anorexia, sem obsessão doentia pela moda ou pelos padrões estéticos.... sejamos verdadeiramente MULHERES, CIDADÃS, FEMININAS, LIVRES........ não somos apenas bundas e peitos, não somos descartáveis, não somos produtos, nos somos depósitos de esperma .... somos muito mais... somos PESSOAS... somos AMOR...
Definitivamente não entendo o que levou uma agencia de publicidade a criar uma campanha onde coloca a mulher como “prêmio” para aqueles que consumirem a cerveja, inclusive incentivando os idiotas de plantão a colecionarem as ridículas tampinhas. Não sou puritana, aliás, nunca fui, mas convenhamos, permitimos e em alguns casos buscamos como objetivo de vida e caminho para a felicidade o posto de simples brinquedos sexuais e infelizmente, muitas vezes nos tornamos objetos descartáveis. Não são os homens que nos descartam... nós nos descartamos.
Fico estarrecida quando vejo uma mulher entoando como um mantra o refrão de um funk (eu chamo de lixo) qualquer cantando em alto e bom tom...“sou cachorra chapa quente, adoro quando me taram...” ou... “fama de putana porque como o seu macho”... ou... “um tapinha não dói...” ou outros tantos absurdos que muitos e o pior muitas acham engraçado e cantam rebolando a bunda como se fossem artigos de exposição de sex shop..... Talvez se prestassem mais atenção no real significado das letras acredito que não achariam tão engraçado assim.
Como podemos exigir respeito quando nos definimos como cachorras, popozudas, putanas? O que podemos esperar quando declaramos que um tapinha não dói???
Muitas vezes reclamamos que os homens são insensíveis, que fogem dos compromissos, que não nos valorizam...etc..etc...etc... mas só seremos realmente valorizadas quando essa valorização partir primeiramente de nós.
Sem saudosismo ou coisa parecida, mas é hora de resgatar alguns conceitos e valores e inclusive devolver aos homens o gosto pela conquista, pelo romance, pela delicadeza... isso só nós podemos fazer, até porque somos nós que geramos e educamos... além disso, vamos retomar a luta pelas conquistas profissionais, os direitos a educação, o fim da violência doméstica... vamos dedicar nossas energias para o fim da prostituição infantil, o fim do tráfico de mulheres, vamos retomar nossa doçura, nossa maternidade, nossa capacidade de cuidar, dar colo, amar.. vamos cuidar de nós sim, sejamos vaidosas sim, vamos andar na moda quando isso nos favorecer sim...mas sem escravidão, sem encher a cara de anfetaminas, sem anorexia, sem obsessão doentia pela moda ou pelos padrões estéticos.... sejamos verdadeiramente MULHERES, CIDADÃS, FEMININAS, LIVRES........ não somos apenas bundas e peitos, não somos descartáveis, não somos produtos, nos somos depósitos de esperma .... somos muito mais... somos PESSOAS... somos AMOR...
E pra retomar aquilo que realmente somos não precisamos queimar nossos sutiãs...
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