
Às vezes precisamos de um sinal físico e um pouco assustador para compreender que está mais do que na hora de ser menos profunda e mais rasa.
Passei boa parte da minha vida sendo profunda, profunda nas minhas relações, no meu trabalho, na minha família, nas minhas convicções morais, políticas... traduzindo... muitas vezes essa profundidade tornou-me uma grande engolidora de sapos e pelo que parece esta prática acabou desenvolvendo uma congestão.
Por que devo aceitar que as pessoas me magoem sem que eu seja merecedora? Por que devo acatar decisões que são contrárias àquilo que penso somente para não contrariar quem quer que seja?
Passei boa parte da minha vida sendo profunda, profunda nas minhas relações, no meu trabalho, na minha família, nas minhas convicções morais, políticas... traduzindo... muitas vezes essa profundidade tornou-me uma grande engolidora de sapos e pelo que parece esta prática acabou desenvolvendo uma congestão.
Por que devo aceitar que as pessoas me magoem sem que eu seja merecedora? Por que devo acatar decisões que são contrárias àquilo que penso somente para não contrariar quem quer que seja?
Tenho que perceber que se não posso entender e nem modificar, tenho que ao menos perdoar os mentirosos, os fúteis, aqueles que não se preocupam com o sentimento dos outros, aqueles que puxam o tapete sem o menor constrangimento, aqueles que acham que o mundo gira em torno do seu próprio umbigo, os medíocres, os egosístas, aqueles que valorizam o efêmero, o mutável, o visível.
Tenho que aceitar que não me cabe vestir a fantasia de super-herói sendo que na verdade sou frágil. Tenho que me conscientizar que não moro em Gotan City, que não lanço teias de meus pulsos, que não sei voar e tampouco não sou a mulher-gato para ter sete vidas.
Não vou e nem pretendo me transformar numa pessoa agressiva, severa, respondona, dona da verdade absoluta, busco encontrar dentro de mim a mansidão e não transgressão, compreensão e não julgamento, aceitação dos limites tanto os meus quanto os dos outros, busco descontaminação.
Preciso perceber que minhas experiências são minhas e que nem sempre servem pra quem quer que seja, tenho que respeitar às escolhas dos outros, mesmo que, eu saiba aonde isso vai levar. Não quero mais gritar para ser escutada. Não adianta tentar poupar alguém do sofrimento se essa é a sua opção, da mesma forma que eu aprendi com os meus erros tenho que dar aos outros o mesmo direito de aprendizado, mesmo que isso me machuque, porque não quero ver ninguém sofrer, mas muitas vezes não tenho o poder de evitar isso.
Percebo que infelizmente ao longo de toda a minha história tendo dado mais do que tenho recebido, tenho renunciado mais do que deveria, tenho compactuado com meu silêncio da agressividade das pessoas, no egoísmo de tantos.... algumas coisas me ferem de morte e eu simplesmente boto um azeite de boa qualidade, é claro, e engulo mais um sapinho. Muitas vezes tenho falado sem ser ouvida, tenho opinado sem ser percebida, tenho respeitado sem ser respeitada.
Enfim, não sou a dona da verdade, não tenho a filosofia do mundo, sou frágil, fraca, tenho raiva, às vezes inveja, me magôo, me entristeço, sinto ciúmes, às vezes sou mesquinha, tenho vontade de me vingar, de ofender, concluindo, sou rigorosamente humana, com todas as qualidades e defeitos que são pertinentes a isso.
É evidente que minha essência não será modificada, isso seria impossível e estúpido, continuarei sempre sendo mais serva do que dona da banca, sendo mais recolhimento do que explosão (apesar de muitos pensarem ao contrário), sendo mais amor do que indiferença, mas talvez esteja na hora de olhar um pouco mais para mim, reconhecer-me, cuidar-me, perdoar-me.
Tenho que aceitar que não me cabe vestir a fantasia de super-herói sendo que na verdade sou frágil. Tenho que me conscientizar que não moro em Gotan City, que não lanço teias de meus pulsos, que não sei voar e tampouco não sou a mulher-gato para ter sete vidas.
Não vou e nem pretendo me transformar numa pessoa agressiva, severa, respondona, dona da verdade absoluta, busco encontrar dentro de mim a mansidão e não transgressão, compreensão e não julgamento, aceitação dos limites tanto os meus quanto os dos outros, busco descontaminação.
Preciso perceber que minhas experiências são minhas e que nem sempre servem pra quem quer que seja, tenho que respeitar às escolhas dos outros, mesmo que, eu saiba aonde isso vai levar. Não quero mais gritar para ser escutada. Não adianta tentar poupar alguém do sofrimento se essa é a sua opção, da mesma forma que eu aprendi com os meus erros tenho que dar aos outros o mesmo direito de aprendizado, mesmo que isso me machuque, porque não quero ver ninguém sofrer, mas muitas vezes não tenho o poder de evitar isso.
Percebo que infelizmente ao longo de toda a minha história tendo dado mais do que tenho recebido, tenho renunciado mais do que deveria, tenho compactuado com meu silêncio da agressividade das pessoas, no egoísmo de tantos.... algumas coisas me ferem de morte e eu simplesmente boto um azeite de boa qualidade, é claro, e engulo mais um sapinho. Muitas vezes tenho falado sem ser ouvida, tenho opinado sem ser percebida, tenho respeitado sem ser respeitada.
Enfim, não sou a dona da verdade, não tenho a filosofia do mundo, sou frágil, fraca, tenho raiva, às vezes inveja, me magôo, me entristeço, sinto ciúmes, às vezes sou mesquinha, tenho vontade de me vingar, de ofender, concluindo, sou rigorosamente humana, com todas as qualidades e defeitos que são pertinentes a isso.
É evidente que minha essência não será modificada, isso seria impossível e estúpido, continuarei sempre sendo mais serva do que dona da banca, sendo mais recolhimento do que explosão (apesar de muitos pensarem ao contrário), sendo mais amor do que indiferença, mas talvez esteja na hora de olhar um pouco mais para mim, reconhecer-me, cuidar-me, perdoar-me.
A percepção de minha fragilidade física me deu uma visão diferenciada da vida, principalmente reconhecendo minha fraqueza, minha necessidade de ser verdadeiramente querida, reconhecer que preciso de colo, de força que venha de fora pra dentro, exercitar minha resignação diante daquilo que não posso mudar.
Cheguei à conclusão que sou menos forte do que pareço e muito mais fraca do que desejo, mas reconhecer isso já tem um poder transformador.
Amo e sempre amarei a todos com a mesma força e a mesma intensidade, apenas preciso presentear-me com o mesmo amor que dou.
Acho que ser mais rasa com o mundo e mais profunda comigo mesma seja no momento o que preciso fazer e ser.
Cheguei à conclusão que sou menos forte do que pareço e muito mais fraca do que desejo, mas reconhecer isso já tem um poder transformador.
Amo e sempre amarei a todos com a mesma força e a mesma intensidade, apenas preciso presentear-me com o mesmo amor que dou.
Acho que ser mais rasa com o mundo e mais profunda comigo mesma seja no momento o que preciso fazer e ser.
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