É incrível, mesmo depois de tantos anos ainda não acostumei a dizer adeus, como diz a música, “Não aprendi dizer adeus, mas tenho que aceitar...”Hoje o dia está sofrido, amigos se vão, amigos que fizeram parte da minha vida durante estes últimos quatro anos e que por não estarem presos a estabilidade como eu se vão com as mudanças dos ventos políticos.
Não está sendo fácil, aliás, desta vez esta sendo particularmente difícil, porque pessoais mais que especiais me acompanharam desta vez e afastar-me delas parece-me como um aborto. Não ouvir mais suas vozes pelos corredores, não encontrar-las no elevador, não compartilhar mais projetos, trabalhos, sonhos, conquistas e fracassos.
Além disso, angustia-me saber o que as aguarda neste mercado competitivo e neste caso, político partidário, onde profissionalismo, competência e dignidade não são valores apreciados pelas administrações públicas em geral e isso esses três tem de sobra.
A única coisa que me resta fazer é mesmo sem saber como me despedir, sem saber como acostumar-me com estas ausências, sem saber como esperar o novo, se é que o novo será realmente novo, continuar... apesar que sem vocês, Rosa, Dahi, Everton, (que estão lindos na foto), será mais difícil, mas tenho certeza que um dia voltaremos a ser essa grande equipe.
Valeu queridos!!
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E aqueles poucos que passaram nesses quatro anos e só trouxeram gritos, corrupção, tristeza, angustia, injustiça.... a única frase que me vem à cabeça é do poeta Mario Quintana...
“Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!”
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