segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ela, Eu, Nós


Mesmo sendo criança quando ela morreu, sempre tive um certo fascínio por ela. Não sabia explicar porque aquelas músicas de pura fossa me eram tão agradáveis aos ouvidos, ouvidos de criança, de jovem e agora de mulher.
Sua voz sempre soou familiar parecia que ouvia uma voz conhecida. Conforme fui amadurecendo a imagem desta mulher sempre me despertou uma grande curiosidade.
Quem foi essa mulher de voz forte, vida louca, olhar ímpar e fim trágico?
Tal curiosidade levou-me a buscar durante muito tempo várias histórias, biografias, reportagens para descobrir esse inesplicável encantamento.
Por fim, guardada as devidas proporções, descobri que entre nós existe na verdade uma história bem parecida, um grande amor que não conseguiu ter um futuro longo, a incansável busca de um substitudo em outros homens e a constatação dessa impossibilidade.
Também compartilhamos a transgressão, cada uma de nós com o seu grau de loucura, mas ambas transgressoras de regras e conceitos.
E a nossa maior afinidade.... somos passionais, nossa razão nos guia muito pouco, somos movidas a paixões, temos sede, fome, não somos movidas pelo cérebro, mas sim pelo coração. Falamos o que pensamos o que sentimos e o que queremos, ela falava com maior veemência protegida pela fama e pela bebida e eu de forma um pouco mais branda, porém não menos forte.
Temos muitas diferenças, mas essas semelhanças são o fio que une duas mulheres, duas histórias, duas vozes.

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Ninguém pode calar dentro em mim
Essa chama que não vai passar
É mais forte que eu
E não quero dela me afastar
Eu não posso explicar como foi
E como ela veio
E só digo o que penso
Só faço o que gosto
E aquilo que creio
Se alguém não quiser entender
E falar, pois que fale
Eu não vou me importar com a maldade de quem nada sabe
E se alguém interessa saber
Sou bem feliz assim
Muito mais do que quem já falou ou vai falar de mim

Resposta - Maysa




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