Sempre busquei no papel e na pena abrigo para minhas entranhas, palco para minhas teses e pensamentos. Mas como tirar alguma coisa do nada? Como buscar conteúdo quando estamos no vácuo? De qualquer forma sempre há algo a resgatar e hoje o que me vem à mente é a percepção do sentimento do medo e da covardia.
Busquei nas minhas emoções passionais e racionais os meus medos; medo de barata, de solidão, da morte dos meus amados, da violência, de dentista, injeção, etc..etc..etc...
Mas não me cabe e nem me passa pela cabeça o medo de ser feliz. Aí é que entra a grande confusão, existem pessoas que tem medo de ser felizes. É uma constatação, não querem enfrentar paradigmas, convenções, regras pré-estabelecidas, buscam a felicidade, mas também se acovardam diante dela. Se você perguntar a um desses, você receberá entre outras justificativas o medo de sofrer.
Dirão: “– Tenho medo de sofrer”.
Nunca vi uma frase tão inconsistente, o medo de sofre já gera sofrimento, porque é contrário aos nossos anseios, desejos, vontades.
Vendo o noticiário pela manhã vi o desabamento de uma casa onde quatro pessoas foram soterradas e perderam suas vidas numa fração de segundos, vem também à memória os desastres aéreos recentes, onde pessoas simplesmente desapareceram. Diante da fragilidade da vida humana, diante da efemeridade e da consciência de nossa mortalidade, fica complicado demais entender o medo de ser feliz, o medo de viver momentos felizes.
Se você perguntar a qualquer criatura pensante: “Você quer ser feliz?” a resposta será óbvia e com um certo espanto, afinal quem não quer? Que pergunta cretina e descabida.
Porém se você perguntar pra essa mesma espantada pessoa se ela estará disposta a pagar o preço por essa felicidade, aí talvez a resposta seja mais demorada, um engasgo aparecerá nessa garganta. Afinal todos querem a felicidade, mas não queremos pagar nada, não queremos nenhum esforço, não abriremos mão de absolutamente nada em nome desses momentos felizes. Queremos que ela venha sem nenhum sacrifício. Queremos a felicidade, mas não estamos dispostos a lutar por ela.
Busquei nas minhas emoções passionais e racionais os meus medos; medo de barata, de solidão, da morte dos meus amados, da violência, de dentista, injeção, etc..etc..etc...
Mas não me cabe e nem me passa pela cabeça o medo de ser feliz. Aí é que entra a grande confusão, existem pessoas que tem medo de ser felizes. É uma constatação, não querem enfrentar paradigmas, convenções, regras pré-estabelecidas, buscam a felicidade, mas também se acovardam diante dela. Se você perguntar a um desses, você receberá entre outras justificativas o medo de sofrer.
Dirão: “– Tenho medo de sofrer”.
Nunca vi uma frase tão inconsistente, o medo de sofre já gera sofrimento, porque é contrário aos nossos anseios, desejos, vontades.
Vendo o noticiário pela manhã vi o desabamento de uma casa onde quatro pessoas foram soterradas e perderam suas vidas numa fração de segundos, vem também à memória os desastres aéreos recentes, onde pessoas simplesmente desapareceram. Diante da fragilidade da vida humana, diante da efemeridade e da consciência de nossa mortalidade, fica complicado demais entender o medo de ser feliz, o medo de viver momentos felizes.
Se você perguntar a qualquer criatura pensante: “Você quer ser feliz?” a resposta será óbvia e com um certo espanto, afinal quem não quer? Que pergunta cretina e descabida.
Porém se você perguntar pra essa mesma espantada pessoa se ela estará disposta a pagar o preço por essa felicidade, aí talvez a resposta seja mais demorada, um engasgo aparecerá nessa garganta. Afinal todos querem a felicidade, mas não queremos pagar nada, não queremos nenhum esforço, não abriremos mão de absolutamente nada em nome desses momentos felizes. Queremos que ela venha sem nenhum sacrifício. Queremos a felicidade, mas não estamos dispostos a lutar por ela.
Acabamos nos acomodando com o que nos incomoda.
Que covardia!
Covardia e medo, que dupla do barulho! Como travam histórias, modificam destinos. A covardia matou muitos em guerras, separou famílias, amores, amigos. Não estou incentivando valentias estúpidas e inconseqüentes, mas covardia diante da vida é torpe e pouco inteligente porque o preço da covardia e do medo é muito maior que o preço da felicidade, além de trazer consigo o sofrimento, a dor e o pior, o arrependimento.
Claro que faço um “meaculpa”, porque muitas vezes fui covarde e fraca diante de fatos que apareceram na minha história e que naquele momento não tinha forças pra enfrentá-los, mas nunca fui covarde diante da felicidade, aliás, sempre paguei o preço por ela, sempre me entreguei de forma absoluta a ela, nunca tive e nunca terei medo de ser feliz.
Acredito que a felicidade plena não pertence a este mundo, mas os momentos felizes, o nosso presente, o hoje, o ser feliz hoje sem pensar no amanhã, até porque este não nos pertence, por esses momentos vale muito a pena.
Espero ver o amor vencendo o medo, mas isso só o tempo irá me responder.
Que covardia!
Covardia e medo, que dupla do barulho! Como travam histórias, modificam destinos. A covardia matou muitos em guerras, separou famílias, amores, amigos. Não estou incentivando valentias estúpidas e inconseqüentes, mas covardia diante da vida é torpe e pouco inteligente porque o preço da covardia e do medo é muito maior que o preço da felicidade, além de trazer consigo o sofrimento, a dor e o pior, o arrependimento.
Claro que faço um “meaculpa”, porque muitas vezes fui covarde e fraca diante de fatos que apareceram na minha história e que naquele momento não tinha forças pra enfrentá-los, mas nunca fui covarde diante da felicidade, aliás, sempre paguei o preço por ela, sempre me entreguei de forma absoluta a ela, nunca tive e nunca terei medo de ser feliz.
Acredito que a felicidade plena não pertence a este mundo, mas os momentos felizes, o nosso presente, o hoje, o ser feliz hoje sem pensar no amanhã, até porque este não nos pertence, por esses momentos vale muito a pena.
Espero ver o amor vencendo o medo, mas isso só o tempo irá me responder.
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