segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Transgressora alada

Transgressão... talvez seja essa a palavra que mais se aproxima do meu jeito de ver a vida, não suporto rótulos, paradigmas, regras inexplicáveis nem conceitos comportamentais idiotas.
Não entendo e nunca vou entender a razão de se colocar “regras” para amar. Onde está escrito que você tem que amar uma pessoa assim ou assado, qual a lei que determina por quem você vai se apaixonar.
Detesto convenções, mulher mais baixa que homem, ricos com ricos, pobres com pobres, homem mais velho que mulher, feias com feios, bonitos com bonitos.... quantas regras desprezíveis colocam nas cabeças das pessoas que acabam impedindo grandes voos, grandes saltos, grandes histórias.
Os covardes e escravos de tais conceitos são aves de asas atrofiadas, não conseguem grandes voos, arrastam-se pela poeira com a falsa expressão de contentamento.
Tais convenções, costumes, regras de conduta ou que diabo for acabam acovardando as pessoas e tirando delas maravilhosas possibilidades de muita felicidade, chances de momentos inesquecíveis, até porque a nossa própria mortalidade só nos permite momentos presentes, o resto é pura divagação, todos nós vivemos apenas a certeza do hoje, deste momento, do agora.
Que limitação absurda... não se pode racionalizar o amor, a paixão, o tesão, tudo isso faz parte de outro universo que está há anos luz do racional.
Continuo sendo uma transgressora de regras, continuo me lançando ao vento para loucos voos... não vou cortar minhas asas apenas para parecer normal ou politicamente correta, mesmo estando hoje ferida por várias “convenções” e com as assas machucadas, sou uma transgressora alada e não tenho medo de quedas, de correntes desfavoráveis...
só quero e vou voar.

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