”O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente”
(Mario Quintana)
Tenho um passado crônico e recorrente, algo que faz parte da minha rotina. Nos últimos tempos tem se comportado assim, como uma lembrança, logicamente não uma lembrança qualquer, mas única, impar, singular... porém vez ou outra veste outra roupa, apresenta outra forma.
Passa de passado á presente.
Nestes dias é nessa condição que o reconheço.
O passado que volta a ser presente no meu presente.
O pior é o que o acompanha nestes momentos de invasão do meu hoje.
Tenho um sentimento forte de usurpação.
Tem alguém que está no meu lado da cama, tem alguém que ouve a minha música, alguém que sente o cheiro que é de minha propriedade, alguém que recebe aquilo que pertencem única e exclusivamente a mim.
Tem alguém no meu lugar.
Há tempos não me sentia assim, tão fora de lugar.
Meu passado não está onde deveria estar, preciso que ele volte a ser tão somente crônico e recorrente que faz parte da minha rotina.
Se é que algum dia ele foi realmente passado.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
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